Mudanças entre as edições de "Império Cari"

De Crônicas de Atlântida
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O '''Império Cari''' foi o primeiro grande Estado a se formar no mundo de Kishar.  
 
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Por volta de 2000 aFA, mil anos antes do início da cronologia oficial atlante, numa região chamada Acádia, em torno de um santuário secundário e regional chamado [[Ki]], ponto de encontro entre as culturas lemuriana, helcariana e dengu, surgiu algo novo: a propriedade privada, que no início teve provavelmente um caráter mais tribal do que pessoal. As dificuldades geradas pela coexistência entre culturas cujos valores, religiões e costumes eram diferentes exigiram, segundo os eruditos, uma clara demarcação entre as terras e os rebanhos que pertenciam a cada grupo, de uma forma que antes não havia sido julgada necessária.
 
Por volta de 2000 aFA, mil anos antes do início da cronologia oficial atlante, numa região chamada Acádia, em torno de um santuário secundário e regional chamado [[Ki]], ponto de encontro entre as culturas lemuriana, helcariana e dengu, surgiu algo novo: a propriedade privada, que no início teve provavelmente um caráter mais tribal do que pessoal. As dificuldades geradas pela coexistência entre culturas cujos valores, religiões e costumes eram diferentes exigiram, segundo os eruditos, uma clara demarcação entre as terras e os rebanhos que pertenciam a cada grupo, de uma forma que antes não havia sido julgada necessária.

Edição das 23h49min de 27 de dezembro de 2009

O Império Cari foi o primeiro grande Estado a se formar no mundo de Kishar.

Fundação

Por volta de 2000 aFA, mil anos antes do início da cronologia oficial atlante, numa região chamada Acádia, em torno de um santuário secundário e regional chamado Ki, ponto de encontro entre as culturas lemuriana, helcariana e dengu, surgiu algo novo: a propriedade privada, que no início teve provavelmente um caráter mais tribal do que pessoal. As dificuldades geradas pela coexistência entre culturas cujos valores, religiões e costumes eram diferentes exigiram, segundo os eruditos, uma clara demarcação entre as terras e os rebanhos que pertenciam a cada grupo, de uma forma que antes não havia sido julgada necessária.

Algumas tribos acumularam mais riqueza que outras. Dentro das tribos, algumas famílias se tornaram mais ricas e seus chefes descobriram como impor sua vontade aos demais membros de sua família regulando o uso da propriedade familiar. Depois, como usar a propriedade familiar para se impor ao resto da tribo, exigindo serviços pessoais e parte das colheitas em troca do direito de cultivar suas terras. Acumularam grãos e metais em seus silos para os anos ruins, durante os quais obrigava os mais fracos e famintos a ceder suas terras em troca de comida para sobreviver até o próximo ano de vacas gordas. Estes se tornaram, assim, servos do chefe da tribo. A maioria deles, como simples trabalhadores da terra, mas alguns também como guardas e guerreiros dispostos a defender a propriedade do chefe com suas próprias vidas em troca de um salário melhor e alguns pequenos privilégios.

A partir de certo ponto, as próprias tribos começaram a comprar terras uma das outras e a lutar entre si. Um dia, a tribo mais rica e mais agressiva dominou as demais e seu chefe se tornou Alorus, o primeiro rei de Ki. O rei Alorus, de acordo com a tradição, foi também o inventor do dinheiro e do comércio marítimo. Seus descendentes conquistaram gradualmente as terras vizinhas e colonizaram ilhas do Mar de Tétis, dando origem ao Império Cari.

Os mercadores de Ki transmitiram o conceito de Estado, propriedade e dinheiro para o outro lado do Mar de Varjá. O segundo império a surgir parece ter nascido por volta de 1500 aFA em Tilan, um centro comercial insular que desenvolvera intensos laços comerciais com o Império Cari e cujos habitantes vieram a fundar o Império Tlavatli. O Império Senzar surgiu pouco depois.

Apogeu

Cerca do ano 6 dFA, pouco antes do início da cronologia oficial atlante, subiu ao trono de Babel o Imperador Dagana, que dispondo de novas tecnologias de guerra naval, decidiu estender suas colônias pelo oceano. Rompeu uma antiga aliança com o Império Tlavatli para invadir as ilhas de Daitya, Gopa e Rutá.

Ao que tudo indica, a conquista do já relativamente antigo "castelo das águas" tlavatli pelos primeiros acadianos que desembarcaram na ilha de Rutá é o ponto de origem da cronologia oficial da cidade de Atlântis. Fazendo-se a correspondência entre a antiga cronologia cari e a atlante, verifica-se que a data da invasão coincide aproximadamente com o tradicional Ano 1 da Fundação de Atlântida. O Varjá da lenda tradicional é provavelmente uma metáfora para Dagana, o Imperador Cari, então o mais poderoso soberano do mundo. Sua união com Quaxar pode representar a união dos conquistadores caris com nativas tlavatlis.

Os primeiros séculos da era convencional atlante presenciaram a ascensão do poder cari. Os fomoris foram conquistados, assim como toda a ilha de Rutá. Os caris não conseguiram, porém, conquistar o núcleo do Império Tlavatli, seu principal objetivo, apesar de séculos de guerra intermitente.

A cidade de Atlântis, importante base militar e porto de exportação de cereais, torna-se, nesse período, a residência do vice-rei acadiano da Atlântida e uma importante metrópole comercial. Tartessos, Daitya e Kerne também se tornaram importantes centros da civilização cari.

Decadência e Queda

Em 1513 dFA, o Império Cari, depois de dois séculos de decadência econômica e agitações políticas, foi dilacerado por uma violenta guerra civil entre Haru e Sutah, pretendentes ao trono de Mempi. A oportunidade foi bem aproveitada pelos senzares e tlavatlis, que se aliaram para invadir e anexar os territórios acadianos ocidentais.

Com apoio de Agarta, Haru acabou vitorioso, mas perdeu para sempre a maior parte de seu império. Suas possessões em Nemté foram anexadas aos domínios tlavatlis e a ilha de Rutá foi dividida entre tlavatlis e senzares. A cidade de Atlântis, junto com as regiões circunvizinhas, coube aos senzares, que em 1538 nela fundaram seu novo governo. As tribos lemurianas e os fomoris se revoltaram, recuperando suas liberdades tradicionais.

A longa guerra exauriu os combatentes, desorganizou o comércio mundial e ocasionou uma profunda regressão da cultura em quase todo o planeta. Nos anos 1600, os quatro grandes impérios – Senzar, Tlavatli, Cari e Agarta – haviam mergulhado no caos feudal. A autoridade dos seus soberanos supremos pouco se estendia além das capitais; os chefes locais lhes prestavam apenas uma vassalagem simbólica. Inúmeros tesouros intelectuais foram perdidos, à medida que antigos centros culturais se esvaziavam ou os guardiões da cultura eram expulsos pela barbárie.

Esta foi a chamada idade das Trevas, da qual o mundo começou a emergir por volta de 1800, quando novas técnicas psíquicas, mágicas e científicas começaram a ser descobertas (ou redescobertas) pelos sacerdotes e mercadores atlantes. Por volta de 2000, a manipulação genética já lhes permitia criar novas espécies de vegetais, animais e seres racionais e manipular a matéria bruta numa escala jamais vista.

A magia permitiu criar gigantescas galeras sem remadores e estranhas máquinas voadoras. Novas culturas e gigantescas obras de irrigação redobraram a produtividade agrícola de Atlântis, que por volta de 2100 já era tão grande e próspera quanto nos melhores dias do Império Cari – e continuava crescendo. A magia e o psiquismo tornaram-se populares e hoje a maioria dos atlantes conhece ao menos um pouco desses assuntos e é capaz de realizar pelo menos alguns pequenos feitos mágicos.

Em 2120, o 34º Atlas iniciou a expansão imperial, conquistando Daitya e Gades. O 35º iniciou a conquista do Império Tlavatli e o 37º a completou, depois de uma longa luta. O 39º conquistou metade do que restava do Império Cari, reduzindo-o a seu núcleo original. Em 2370, o 45º Atlas, aliado a Agarta, tomou Ki e encerrou definitivamente a história do Império Cari.