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Edição das 16h27min de 1 de janeiro de 2010
| Jambu
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| Também conhecido como: Teocracia de Jambu
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| População: 27.000.000 habitantes
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| Área: 510.000 km²
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| Grupos étnicos: |
| Capital: Muror
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| População da capital: 400.000 habitantes
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Jambu é um estado teocrático que ocupa o extremo sul de Ralté, a ilha vizinha de Ilanka e a ponta setentrional do continente de Lemté. A capital e centro cerimonial, é Muror, em Ilanka. Ali governa uma xamã e matriarca lem à qual se atribui a capacidade de encarnar Mu, deusa que é ao mesmo tempo a Grande Mãe e a unidade cósmica do Universo.
Embora ziaans e lems formem a maior parte da população, ao longo dos séculos Jambu absorveu consideráveis populações tlavatlis, mugais, senzares e caris, originalmente formados por prisioneiros de guerra, mercadores, refugiados ou mesmo mercenários vindos de outras terras.
Jambu é a única formação social criada por lems e ziaans com características de Estado organizado, originalmente criado pela necessidade de se defender do Império Cari e hoje dos ataques atlantes e agartis que partem de Duaraka e Bárata.
Embora Jambu não tenha autoridade sobre os lems e ziaans de Lemté, quando necessário a matriarca de Muror os chama para ajudar na defesa de Jambu e geralmente é atendida, tanto pelo respeito que têm pela grande xamã quanto por compreenderem que, caso Jambu caia em poder de Atlântida ou Agarta, estarão abertas as portas para a invasão e conquista da própria Lemté.
História
Jambu é um dos mais antigos Estados de Kishar, criado a partir de 1800 aFA como aliança defensiva contra o Império Cari, quanto este começou a multiplicar incursões em busca de novas terras e escravos. A aliança não seduziu as tribos do sul de Lemté, apegadas às suas liberdades tribais, mas teve considerável sucesso e bloqueou as tentativas de expansão caris para o leste por muitos séculos.
Foi só por volta de 700 dFA que os caris obtiveram uma vitória decisiva sobre Jambu, permitindo-lhes arrebatar as terras que hoje formam Bárria. Não persistiram, porém, nesse esforço militar, preferindo celebrar uma paz provisória e concentrar seus recursos na conquista e colonização de Masté.
Em 780 dFA, Rudra, rei de Agarta, conseguiu organizar seus turbulentos guerreiros no exército mais disciplinado e eficiente que seu mundo jamais vira. Esse exército foi lançado contra os helcarianos e, numa série de impressionantes vitórias, arrebatou-lhes a maior parte de seus domínios, incluindo a cidade sagrada de Xambala, na qual Rudra se proclamou Imperador do Mundo, além de partes do antigo Império Mugal. Foi, porém, derrotado e morto em 800 dFA, ao tentar invadir e conquistar o Império Cari no apogeu. Os guerreiros de Jambu aproveitaram-se da desordem que se seguiu entre os agartis para ocupar e anexar parte de suas conquistas, expandindo para norte e leste, incluindo antigas terras mugais.
Os próximos séculos foram de relativa paz e prosperidade para Jambu, que se tornou um Estado rico e relativamente cosmopolita, atraindo mercadores, mercenários, imigrantes e refugiados, principalmente depois que se iniciaram os conflitos internos do Império Cari, que culminaram com a grande guerra civil de 1538 dFA. Jambu manteve-se como um reduto ordeiro ao longo de toda a Idade das Trevas, mas entre 2365 e 2370 sucumbiu ante um ataque conjunto das duas novas grandes potências, Atlântida e Agarta, que lhe conquistaram a maior parte do território. Os magos e guerrreiros de Muror conseguiram, porém, defender dos conquistadores o extremo sul de seu território. Aproveitaram-se bem dos conflitos surgidos entre as duas potências nos séculos seguintes (que se esforçam por instigar) e têm conseguido sobreviver, apesar de intermitentes conflitos com os dois vizinhos.