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Edição das 23h59min de 2 de agosto de 2009
Os caris são o povo do qual se originou a língua cari e que em um passado distante governou um império quase tão vasto quanto o atual Império Atlante, mas que mais tarde fragmentou-se e foi conquistado pelos seus rivais do ocidente.
Atualmente, praticamente todos os caris são súditos ou vassalos do Império Atlante. Entretanto, sua língua e cultura ainda têm grande prestígio. A língua senzar usa muitos empréstimos do cari e de sua escrita, principalmente no que se refere a termos técnicos de magia, alquimia e astrologia. Há muitos rumores sobre antigos segredos mágicos esquecidos caris que estariam ocultos em alguma antiga tumba ou pergaminho, ou codificados de maneira oculta em tratados obscuros e que, se fossem redescobertos, proporcionariam poderes e riquezas inimagináveis.
Tipo físico e estereótipos
Os caris são quase tão altos quanto os senzares e só um pouco menos robustos, mas têm pele relativamente clara, olhos negros, cabelos negros ondulados a crespos, olhos, narizes e bocas grandes. Os homens costumam ser peludos e ter barba espessa. Tendem a engordar mais que senzares e tlavatlis e as mulheres a ter curvas marcadas e seios grandes.
Têm a reputação de serem sofisticados, lascivos, hábeis e gananciosos, o que provavelmente está relacionado ao fato de os caris que vivem em Atlântida terem um peso mais que proporcional entre seus banqueiros, mercadores e magos, bem como na prostituição.
Costumes
Ao contrário dos senzares e tlavatlis, os caris seguem uma tradição patrilinear: o nome, os deveres e os direitos são normalmente transmitidos pela via paterna. Os nomes pessoais costumam tomar a forma "Fulano filho de Sicrano" ou "Fulana filha de Sicrano" - por exemplo, Beletsunu bintu Ubar, "Beletsunu, filha de Ubar" (o pai).
Outrora, os caris foram um povo cioso da submissão das esposas, mas séculos de influência atlante enfraqueceram essas tradições. Atualmente, restam apenas vestígios desses antigos costumes patriarcais. Um deles é que um homem pode ter mais de uma esposa, enquanto a recíproca não é aceita. A infidelidade masculina é geralmente aceita, enquanto a feminina é mal vista. Também é ainda é relativamente comum que um homem, se for suficientemente rico para sustentar a casa, espere que sua esposa seja mãe e dona-de-casa em tempo integral e condicione sua vida social às conveniências do marido. É comum, também, que os filhos permaneçam na casa dos pais e continuem a acatá-los mesmo depois de casados.
Um costume peculiar é que homens e mulheres paguem tributo a seus deuses do amor - Ishtar e Tammuz - oferecendo-se nos respectivos templos, pelo menos uma vez na vida, ao primeiro estranho ou estranha que os solicite, em troca de um pagamento a ser doado ao culto. A prostituição é, assim, parte normal da vida sexual e a dedicação religiosa ou profissional a essa atividade é vista com bons olhos, mesmo nas melhores famílias.
As casas de caris ricos tendem a ser particularmente adornadas com esculturas, afrescos, quadros e espelhos. O ouro, a prata e o oricalco são freqüentemente usados na decoração e utensílios domésticos de casas ricas. Também gostam de roupas caras, vistosas e delicadamente bordadas, que geralmente cobrem a maior parte do corpo, mas tendem a ser de cores claras, leves, sensuais e provocantes, às vezes semitransparentes. As mulheres às vezes usam véus, menos por pudor, do que para alimentar uma aura de mistério. Gostam de usar cabelos elaboradamente trançados e os homens, de usar barbas longas e bem cuidadas.