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O '''Templo de [[Varjá]]''' (em [[senzar]], ''Vahrjacé'') ou, mais formalmente, '''Templo de [[Quaxar]] e [[Varjá]]''' (em [[senzar]], ''Quaxarvahrjacé''), é o grande templo consagrado a Quaxar e a Varjá que está situado na Acrópole central da [[Cidade Proibida]] e é o centro e a sede simbólica do [[Império Atlante]]. O acesso normalmente é interditado, e é rodeado de um fecho de ouro.  
 
O '''Templo de [[Varjá]]''' (em [[senzar]], ''Vahrjacé'') ou, mais formalmente, '''Templo de [[Quaxar]] e [[Varjá]]''' (em [[senzar]], ''Quaxarvahrjacé''), é o grande templo consagrado a Quaxar e a Varjá que está situado na Acrópole central da [[Cidade Proibida]] e é o centro e a sede simbólica do [[Império Atlante]]. O acesso normalmente é interditado, e é rodeado de um fecho de ouro.  
  
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Segundo a lenda, foi na gruta a seus pés que de início [[Quaxar]] e [[Varjá]] conceberam e deram à luz a raça dos dez chefes das dinastias reais. Lá, a cada ano, vêm-se dos dez reinos da ilha de [[Rutá]] oferecer a cada um desses deuses os sacrifícios da estação e a cada cinco ou seis anos, para os ritos do kih.
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Segundo a lenda, foi na gruta a seus pés que de início [[Quaxar]] e [[Varjá]] conceberam e deram à luz os fundadores das dez dinastias reais. Lá, a cada ano, vêm-se dos dez reinos da ilha de [[Rutá]] oferecer a cada um desses deuses os sacrifícios da estação e a cada cinco ou seis anos, para os [[ritos do Kih]].
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== Descrição ==
 
  
 
O santuário de [[Varjá]] tem um comprimento de duzentos metros, largura de cem metros e uma altura proporcionada. Revestiram de prata todo o exterior do santuário, exceto as arestas de espigão, e estas arestas eram de ouro. No interior, a cobertura é toda de marfim e inteiramente ornada de ouro, prata e [[oricalco]].  
 
O santuário de [[Varjá]] tem um comprimento de duzentos metros, largura de cem metros e uma altura proporcionada. Revestiram de prata todo o exterior do santuário, exceto as arestas de espigão, e estas arestas eram de ouro. No interior, a cobertura é toda de marfim e inteiramente ornada de ouro, prata e [[oricalco]].  
  
 
Os muros, as colunas, o pavimento, guarneceram-no de oricalco. Aí colocaram estátuas de ouro: o deus de pé sobre seu carro, atrelado com seis cavalos alados, e era tão grande que o cimo de sua cabeça tocava o teto. Em círculo, em torno dele, as cem nereidas sobre seus delfins. Há também no interior grande quantidade de outras estátuas, oferecidas por particulares. Em torno do santuário, no exterior, erguem-se, em ouro, as efígies de todas as mulheres dos dez reis e de todos os descendentes que engendraram, e numerosas outras grandes estátuas votivas de reis e de particulares, originárias da cidade mesma, ou de países estrangeiros sobre os quais tinham soberania. Por suas dimensões e por seu trabalho, o altar responde a esse esplendor, e o palácio imperial é proporcional à grandeza do império e à riqueza dos ornamentos do santuário.
 
Os muros, as colunas, o pavimento, guarneceram-no de oricalco. Aí colocaram estátuas de ouro: o deus de pé sobre seu carro, atrelado com seis cavalos alados, e era tão grande que o cimo de sua cabeça tocava o teto. Em círculo, em torno dele, as cem nereidas sobre seus delfins. Há também no interior grande quantidade de outras estátuas, oferecidas por particulares. Em torno do santuário, no exterior, erguem-se, em ouro, as efígies de todas as mulheres dos dez reis e de todos os descendentes que engendraram, e numerosas outras grandes estátuas votivas de reis e de particulares, originárias da cidade mesma, ou de países estrangeiros sobre os quais tinham soberania. Por suas dimensões e por seu trabalho, o altar responde a esse esplendor, e o palácio imperial é proporcional à grandeza do império e à riqueza dos ornamentos do santuário.
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== Ritos do Kih ==
 
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Além de realizar os sacrifícios anuais, os reis de [[Rutá]] se reúnem periodicamente nesse Templo, a cada cinco, ou a cada seis anos, fazendo alternar regularmente os anos pares e os anos ímpares, que abrem os lustros masculino (jokih) e feminino (amkih) da [[undécada]] ou [[kih]]. Nesta reunião, deliberam sobre os afazeres comuns, decidem se qualquer um dentre eles cometeu qualquer infração e julgam. Quando precisavam administrar alguma justiça, atribuíam-se, mutuamente, fé da seguinte forma. Soltam-se touros no lugar sagrado de Varjá. Os dez reis, deixados sós, após ter rogado ao deus para lhes fazer capturar a vítima que lhes seria agradável, põem-se a caçá-la, sem armas de ferro, somente com chuços de madeira e redes. Aquele dos touros que for apanhado, levam-no à estela e o fazem degolar em cima dela, como é prescrito.
 
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Sobre uma estela de esmeralda, está gravado o texto de um juramento que profere os anátemas mais terríveis contra quem o violar. Depois de efetuarem o sacrifício conforme suas leis e consagrarem todas as partes do touro, enchem de sangue uma cratera e aspergem com um grumo deste sangue a cada um deles. O resto, lançam ao fogo, depois de haverem feito purificações em torno da estela. Em seguida, tomando sangue com taças de ouro, na cratera, e vertendo-o no fogo, fazem o juramento de julgar em conformidade com as leis inscritas sobre a estela, castigar quem quer que as tenha violado anteriormente, não infringir voluntariamente, para o futuro, nenhuma das fórmulas da inscrição, e só comandar e obedecer em conformidade às leis de seus pais. Cada um toma essa obrigação por si mesmo e para toda sua descendência.
 
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Depois, bebe o sangue e remete a taça como ex-voto ao santuário do deus. Após o que, toma uma refeição e ocupa-se das outras obrigações necessárias. Quando vem a noite, esfriado o fogo dos sacrifícios, todos vestem belas roupas de azul sombrio e sentam-se no chão, sobre as cinzas de seu sacrifício sacramental. Então, na noite, depois de extintas todas as luzes em torno do santuário, julgam e sofrem julgamento, se um deles acusa outro de ter cometido qualquer infração. Feita a justiça, gravam suas sentenças, chegado o dia, sobre uma tábua de ouro, que consagram, como recordação, assim como suas roupas.
 
  
 
[[Categoria: Kisharografia]]
 
[[Categoria: Kisharografia]]

Edição atual tal como às 01h42min de 13 de junho de 2010

Templo de Varjá em Atlântis (exterior)

O Templo de Varjá (em senzar, Vahrjacé) ou, mais formalmente, Templo de Quaxar e Varjá (em senzar, Quaxarvahrjacé), é o grande templo consagrado a Quaxar e a Varjá que está situado na Acrópole central da Cidade Proibida e é o centro e a sede simbólica do Império Atlante. O acesso normalmente é interditado, e é rodeado de um fecho de ouro.

Segundo a lenda, foi na gruta a seus pés que de início Quaxar e Varjá conceberam e deram à luz os fundadores das dez dinastias reais. Lá, a cada ano, vêm-se dos dez reinos da ilha de Rutá oferecer a cada um desses deuses os sacrifícios da estação e a cada cinco ou seis anos, para os ritos do Kih.

O santuário de Varjá tem um comprimento de duzentos metros, largura de cem metros e uma altura proporcionada. Revestiram de prata todo o exterior do santuário, exceto as arestas de espigão, e estas arestas eram de ouro. No interior, a cobertura é toda de marfim e inteiramente ornada de ouro, prata e oricalco.

Os muros, as colunas, o pavimento, guarneceram-no de oricalco. Aí colocaram estátuas de ouro: o deus de pé sobre seu carro, atrelado com seis cavalos alados, e era tão grande que o cimo de sua cabeça tocava o teto. Em círculo, em torno dele, as cem nereidas sobre seus delfins. Há também no interior grande quantidade de outras estátuas, oferecidas por particulares. Em torno do santuário, no exterior, erguem-se, em ouro, as efígies de todas as mulheres dos dez reis e de todos os descendentes que engendraram, e numerosas outras grandes estátuas votivas de reis e de particulares, originárias da cidade mesma, ou de países estrangeiros sobre os quais tinham soberania. Por suas dimensões e por seu trabalho, o altar responde a esse esplendor, e o palácio imperial é proporcional à grandeza do império e à riqueza dos ornamentos do santuário.